WOMEX: UM MUNDO DE POSSIBILIDADES AO ALCANCE DE PORTUGAL

Tampere, na Finlândia, foi verdadeira janela para o mundo para os portugueses que resolveram marcar presença em mais uma muito concorrida edição do Womex, um evento que anualmente congrega em diferentes partes do mundo artistas, agentes, jornalistas, managers e demais membros da indústria musical. Desta vez, a Portugal Muito Maior, em estreita colaboração com a Why Portugal, liderou uma acção estrategicamente concertada e que contou com a presença de produtores e artistas, agentes e eventos como a ALG Eventos, a AMG Music, o festival Artes à Rua, a Espelho de Cultura, o festival Évora Urban Village, o FMM Sines, a Locomotiva Azul a Lusitanian Music Publishing, o Misty Fstival, Seiva Bruta, Transiberia, UGURU ou Universal Music.

Num stand preparado especialmente para o efeito, devidamente equipado para poder receber profissionais, acolheram-se mais de 200 Agentes e Programadores que passaram na recepção, convocada coletivamente por todas as organizações portuguesas, tendo por isso alcançado momentos únicos. Agentes e programadores de todo o mundo estiveram presentes nesta acção, negociando propostas com artistas Portugueses para os próximos anos, o que trará, naturalmente, dividendos positivos para a nossa cena musical.

Carmo Cruz, que dirige a estratégia internacional da Uguru, reconhece que esta foi uma edição bem-sucedida e explica-nos que a passagem por edições futuras deverá prever “o apoio financeiro a artistas e agentes para se poderem deslocar a estas feiras; seria importante fazermos um catálogo bem feito da industria portuguesa”, refere ainda a executiva.

Nuno Saraiva, director da Why Portugal, também aponta ideias para o futuro: “representar todos os tipos ou estilos da música portuguesa”, explica, será fundamental para garantir uma diversidade que certamente trará frutos. “Tivemos um stand duplo mais quatro espaços de stand adicional para criarmos um lounge maior para as reuniões das 10 empresas que participaram. Depois juntaram-se todas as outras, os “floaters” nacionais sem stand; foi a maior participação portuguesa até agora. A PMM também ajudou a promover o showcase do OMIRI, financiou um happy hour, e reforçou de forma significativa a comunicação portuguesa nos materiais impressos. Também nos apoiou na contratação de serviços de PR internacional b2b. Foi uma primeira parceria com a PMM que considero positiva, e espero que possa vir a crescer”, sublinha.

Do lado da Portugal Muito Maior, João Gil sublinha a importância da participação ponderada neste tipo de eventos, “que são verdadeiras rampas de lançamento para carreiras internacionais”, e esclarece que este é um trabalho que terá continuação, servindo esta edição de 2019 para consolidar experiências e angariar informação para melhorar participações futuras: “aprender com a experiência é fundamental”, ressalva.

Luís Garcia, responsável pelo festival Artes à Rua (Évora), foi um dos profissionais que se deslocou à Finlândia, de onde regressou com impressões muito positivas: “Ao contrário de eventos anteriores, desta vez Portugal esteve representado não só na área profissional mas também no catálogo onde o país figura como “umbrela” de Festivais e organizações profissionais. O stand tinha a configuração ampla de um espaço de encontro e por isso atraiu muita gente ao longo dos vários dias”. Omiri foi o artista apoiado pela Portugal Muito Maior e arrancou muitos aplausos com a sua enérgica e original fórmula de cruzamento de música tradicional e tecnologias electrónicas, de vídeo e performance: “Correu bem, o feedback do meu showcase foi muito melhor do que imaginava e já se desenham coisas muito interessantes para os próximos anos”, assegura. Acho que é preciso continuar o bom trabalho e agregar o maior número de profissionais possível de maneira a mostrar melhor o que temos para oferecer”, conclui ainda Omiri.