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Lisbon International Network 

O MIL – Lisbon International Network  esteve de regresso a Lisboa (3ª edição). O evento, com forte enfoque  nas tendências musicais lusófonas, “faz a fusão entre festival de música e convenção para profissionais da área, com concertos, masterclasses, debates e vários workshops”, onde 50% dos participantes foram artistas portugueses e ainda de países PALOP e brasileiros, países estratégicos para a Missão do Portugal Muito Maior. 

A Estrutura de Missão Projeto Meridiano – Portugal Muito Maior, apoiou esta iniciativa, que reuniu mais de 70 novos artistas e alguns dos mais importantes agentes da indústria musical de todo o mundo.

Aconteceu, como sempre, no Cais do Sodré, entre os dias 27 e 29 de Março de 2019.

A descoberta das novas tendências da música popular da atualidade fez-se durante os três dias do festival nas diversas salas de espetáculo e clubes noturnos do Cais do Sodré.

Com um foco na produção musical dos países de língua portuguesa actual, cujas características inspiradoras e a diversidade chegam aos quatros cantos do mundo, o programa artístico do MIL deu a conhecer uma mão cheia de novos e entusiasmantes artistas vindos de várias partes do mundo que representam as mais recentes tendências na música popular.

FESTIVAL

O alinhamento do cartaz completo incluiu os projectos lusófonos 2de1, A Negra, Bateu Matou, Beatriz Pessoa, Beautify JunkyardsBIKE, Blaya, BluishCave Story, Conan OsirisConjunto Corona, Ditch Days, Edgar, Filho da Mãe, Fogo Fogo, Ghost Hunt, Jaloo, João Pais Filipe, Melquiades, Miroca Paris, Môrus, NEEV, Octa Push, Otrotorto, PAUS, Pedro Mafama, Pongo, Ramonzin, Reis da República, Rubel, Scúru Fitchádu, Solar Corona,Toty Sa’Med eVenga Venga.

O cartaz ficou completo com os artistas internacionais 88 Balaz, Annie Sama, Blu Samu, Bobbie Johnson, Bruno Belissimo, Charlie & The Lesbians, Dope Saint, Jude, ESC, F/E/A, Guiss Guiss Bou Bess, HYSJ, IbaakuIntanaKompromat,La Yegros, Marc Melià, MC Buseta, MDCIII, Myss Keta, Monolithe Noir, Nouveaux ClimatsOmar JrRumbo TumbaRymzSEN, Someone Who Isn’t Me, Sturle Dagsland, The HomesickTribade Weekend Affair.
O espectáculo de abertura do MIL, que aconteceu no dia 27 de Março no B’Leza, reuniu as actuações da artista brasileira Letruxe da Lula Pena, terminando com a festa Noite Bacaneza.

CONVENÇÃO

Durante o dia, o programa PRO do MIL proporcionou diversas oportunidades de formação, negócio e intercâmbio aos profissionais do sector da música presentes, contando com mais de 30 masterclasses, keynotes e debates, workshops e encontros de networking.

Este ano, o crítico de música de referência Simon Reynolds foi o convidado da master class sobre jornalismo musical, onde forneceu ferramentas essenciaispara o desenvolvimento de críticas de música e publicações. Por sua vez, Emily Gonneau, co-fundadora da Nuagency, apresentou uma masterclass sobre a promoção direct-to-fan, aula de componente teórico-prática sobre estratégias paradesenvolver uma campanha de promoção musical onlinebem-sucedida.

Pete Kember, produtor e músico britânico que começou o seu percurso comSpacemen 3, Pena Schmidt, produtor, pesquisador e curador fundamental nas indústrias da música brasileira, e Paul Pacifico, CEO da Associação de Música Independente britânica, foram os convidados para as entrevistas keynote desta edição, onde puderam partilhar experiências dos respectivos percursos no sector.

A terceira edição do MIL introduziu um novo momento de formação na sua programação PRO composto por três workshops, sessões de trabalho em grupo com forte componente prática orientados por profissionais especialistas.

Manuel Faria, ex-músico dos Trovante, produtor e fundador do estúdio Indigoconduziu um workshop sobre produção musical. Yannick Jame, fundador da Rossio Music Publishing e especialista na temáticas dos direitos de autor, deu um workshop sobre publishing Hugo Hernandez, Director-Geral Ibérico dadistribuidora Believe Digital, foi o responsável pelo workshop sobre playlists e boas práticas de trade marketing.

Atentos aos assuntos relevantes para as indústrias da música, no MIL debateram-se temáticas actuais e transversais à produção, edição e distribuição da música popular contemporânea, reflectindo ainda sobre as dinâmicas culturais das cidades e da relação da cultura com a sociedade.

Assim, tendo em conta o contexto sociopolítico e económico actual, agentes de relevância no sector discutiu-se o futuro da música na União Europeia, a nova lei dos direitos autorformas de financiamento para a música e os benefícios da tecnologia blockchain para o sector a música.

As relações entre os mercados de música dos países de língua portuguesa foram debatidas por alguns dos protagonistas de projectos que têm em vista a colaboração entre estes países. Por outro lado, com vista a fomentar o intercâmbio, a rubrica Next Destination deu a conhecer as principais características dos mercados de música das cidades de Luanda, São Paulo e Taipei.

No âmbito da música ao vivo, discutiram-se boas práticas para manter um estilo devida saudável na estrada, o papel das salas de espectáculo no apoio ao circuitode artistas emergentes e a importância da curadoria, inovação e localização dosfestivais de música. Para além disso foram apresentadas por alguns dos principais intervenientes destas tendências as primeiras características das tendências da música pop actual, como ospanish trapou o“Som de Lisboa”.

Por fim, o jornalismo musical, a crescente importância da criação de conteúdosaudiovisuaisdas playlists e do merchandising enquanto extensão de marca do artista foram tópicos que também estiveram em debate no MIL.

O MIL constitui-se também como plataforma que visa a inovação das mais diversas áreas do sector da música. Por este motivo, o festival português criou, em parceria com cinco convenções de referência a nível internacional, o programa JUMP – EuropeanMusic Market Accelerator, projecto co-financiado pela Europa Criativa.

Todos os anos, as ideias mais inovadoras seleccionadas a nível europeu serão acompanhadas, ao longo de um ano, por profissionais especialistas e pelas estruturas dos festivais parceiros num intensivo programa de formação. Desta forma, o JUMP assume-se como uma das componentes de inovação do MIL, potenciando o desenvolvimento de novos projectos que têm em vista a evolução do sector.

Enquanto ponto de encontro entre profissionais das indústrias da música com homólogos de todo o mundo, o MIL – Lisbon International Network -reuniu agentes de referência no sector para discutir e partilhar as suas ideias nestes painéis.

Para além dos profissionais já mencionados, destacou-se a presença de Bob VanHeur, programador do festival Le Guess Who?Tom e Nadine Michelberger, fundadores do PEOPLE Festival; Katarina Becic, chefe do departamento de redes sociais da da Abletone embaixadora do Keychange; Christopher Abric, fundador do La Blogothèque; Christine Nitsch, VP Strategy & Analytics do Soundcloud; Shain Shapiro, presidente da Sound DiplomacySeverin Most, da editora City SlangFabiana Batistela, directora do festival SIM São PauloFabrício Nobre, fundador do Festival Bananada, Elise Phamgia, do Liveurope, Matthieu Philibert, Administrador dos Assuntos Públicos da IMPALA, Ana Sampaio Barros, directora criativa e fundadora da empresa Better, Sammy Andrews, consultora digital da Deviate Edu Garcia, General Manager da agência Gira discos.

Dando continuidade às parcerias estabelecidas com festivais e instituições de referência no panorama mundial, o MIL – Lisbon International Network – volta a aliar-se aos festivais MaMA Festival ConventionSIM São PauloFestival BananadaMercat Música Viva de VicLucFest, às organizações LiveuropeLive DMASACEM, KeychangeQuebec Creates Wallonies-Bruxelles Musiques, contando ainda com a presença dosfestivais Primavera Sound, Rencontres Trans Musicalles, Mad Coole MonkeyWeek, e de salas de espectáculo de referência a nível europeu com o Ancienne BelgiqueSala Apollo ou Vega.

Para 2020 a Estrutura de Missão Projeto Meridiano – Portugal Muito Maior estará ao lado do MIL – Lisbon International Network – e em todas as iniciativas que promovam oportunidade de formação, negócio e intercâmbio aos profissionais do sector da música (especialmente na música portuguesa).